Nos dias que correm, surgiu na imprensa um
"diz-que-diz" a propósito da afirmativa de um ministro do Supremo
Tribunal Federal, de que o ex-presidente Lula pretendia sua adesão para o
adiamento do julgamento do chamado "mensalão".
Havia uma moeda de troca. Diante da possibilidade do
envolvimento do ministro em questão na CPI do Cachoeira, seria ele blindado,
desde, naturalmente, que se colocasse a favor da dilação pleiteada.
Para evitar maiores manipulações do episódio, o ministro vem
a público para esclarecer que realmente se buscou a adesão à proposta dos
envolvidos no "affaire" do mensalão, de se deixar o julgamento do
caso para data incerta, mas de qualquer maneira após o pleito eleitoral de
outubro.
Fato inédito: um ex-presidente da República – ele mesmo que
deveria responder ao processo a que se submetem seus correligionários – procura, de maneira insidiosa, obter
manifestação favorável ao adiamento do julgamento de processo.